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Como ajudar os mais novos a fazer amigos – A resposta às suas questões

Como ajudar os mais novos a fazer amigos – A resposta às suas questões

Recebemos muitas perguntas de pais sobre as amizades dos seus mais novos.

Felizmente, com LEGO® Friends, fizemos muita investigação sobre como construir amizades duradouras. Percebeu? Construir amizades...

Ok, não temos assim tanta piada, vamos mas é passar ao que interessa. Vamos partilhar consigo todas as respostas às perguntas mais comuns sobre este tema.

Quais são as competências mais importantes para construir boas amizades e manter relações?

Ok, primeiro um aviso: todas as amizades são diferentes. Mas certas competências são fundamentais para ser um bom amigo, em qualquer idade.

Uma das mais importantes é a comunicação. Ser capaz de ouvir ativamente (ou seja, concentrar-se mesmooooo muito e envolver-se no que o outro está a dizer) é um dos grandes pilares da maioria das grandes relações.

Outra é a bondade. Sim, temos de ser bondosos, mesmo quando os nossos amigos fazem algo de que não gostamos (como tirar o último pedaço de piza sem PERGUNTAR, que traição).

A comunicação e a bondade estão bem presentes na série de TV LEGO Friends: O Próximo Capítulo. Exploramos muitas vezes como os mal-entendidos podem causar conflito e como a bondade é sempre o melhor remédio.

Porque é que brincar é importante para construir amizades e as competências sociais das crianças?

Está cientificamente comprovado que brincar tem um impacto transformador no desenvolvimento das crianças.

Durante a hora da brincadeira, as crianças aprendem a partilhar e a cooperar de forma criativa, desenvolvendo assim competências sociais fundamentais.

Muitas vezes, as crianças mais novas não conseguem comunicar eficazmente até serem mais velhas. Mas no espaço seguro da brincadeira, esses diálogos tornam-se muito mais fáceis, ajudando a desenvolver as suas amizades.

Resumidamente, quanto mais brincarem uns com os outros, mais facilmente desenvolvem competências sociais, como empatia e resolução de conflitos. 

Como é que posso incentivar os meus filhos a interagir com os seus pares?

Há muito que pode fazer durante o tempo que passa com os seus filhos para ajudá-los a serem mais sociais quando não estiverem à sua beira.

A melhor maneira é simplesmente dar o exemplo. Porque as crianças tendem a fazer o que nós fazemos, não o que dizemos.

Por exemplo, em vez de dizer aos seus filhos que eles devem manter contacto visual e fazer mais perguntas ou criticar o tempo que eles passam à frente do ecrã, pratique estas competências sociais e mostre como deve ser.

Depois, opte pelo reforço positivo quando eles mostrarem estas competências, em vez de mostrar o seu descontentamento quando elas procedem de modo contrário.

(Se quiser mais atividades, jogos e truques, leia o nossoartigo onde partilhamos atividades que desenvolvem competências sociais.)

Fase 0: Amigos para brincar esporadicamente

  • Idade aproximada: 3 aos 6 anos
  • Os amigos das crianças estão normalmente nas proximidades.
  • O foco destas amizades está na diversão imediata.
  • Não é expectável que a relação dure muito tempo.
  • Num dia podem ser amigos e no outro já não.

Fase 1: Apoio de um só lado

  • Idade aproximada: 4 aos 9 anos
  • A amizade deixa de ser apenas à base de atividades divertidas e imediatas.
  • As crianças reconhecem que os seus amigos fazem coisas boas por eles, mas normalmente não pensam em como podem contribuir para a amizade.

Fase 2: Cooperação dos dois lados

  • Idade aproximada: 7 aos 12 anos
  • As amizades tornam-se mais recíprocas.
  • As crianças começam a ter as perspetivas dos seus amigos em conta.
  • Há um grande foco na equidade. As amizades podem começar a ruir se os amigos não retribuírem os atos de bondade.

Fase 3: Relações com mais intimidade e à base da partilha

  • Idade aproximada: 8 aos 15 anos
  • As crianças ajudam-se umas às outras, sem estarem a «registar» tudo o que fazem.
  • Confidenciam coisas que não confidenciam a outras pessoas.
  • Aparecem os «melhores amigos» e fazem tudo juntos. Podem sentir-se traídos se os seus melhores amigos fizerem algo com outro amigo.

Fase 4: Amizades maduras

  • Idade aproximada: 12 à idade adulta
  • As amizades tornam-se menos possessivas, há mais confiança e uma maior aproximação emocional.
  • Mesmo longe fisicamente podem continuar bem próximos.

Há estratégias para ajudar os meus filhos a lidar com a rejeição ou a gerir conflitos com os amigos?

Saber lidar com a rejeição é uma competência valiosa para a vida e algo que não se deve evitar.

Apesar de não gostarmos de ver os nossos filhos sofrer, não devemos incentivá-los a ignorar os seus sentimentos para que se sintam melhor mais rápido.

Dê-lhes espaço para identificarem os seus sentimentos num ambiente calmo, acolhedor e empático.

Estabelecer uma abertura é sempre a melhor abordagem. Quando os seus mais novos viverem experiências de rejeição, pergunte-lhes como se sentem e oiça-os de forma ativa.

Pode até partilhar as suas próprias experiências de rejeição, sem perder o foco nos sentimentos deles. Isto vai mostrar-lhes que eles não estão sozinhos e que isto acontece a toda a gente, o que os vai levar a sentir-se melhor.

Em relação aos conflitos entre amigos, as crianças podem não conseguir perceber os dois lados da história. Incentive-as a pensar em como a outra pessoa se deve estar a sentir. Pode ajudar a explicar mal-entendidos e tornar as crianças mais empáticas.

Devo intervir se notar que eles estão a ter dificuldades com certas amizades?

Se os seus filhos estiverem a sofrer de bullying ou numa situação semelhante, deve contactar a escola imediatamente.

Se forem problemas normais entre amigos, o melhor é que apoie os seus mais novos sem intervir muito. O melhor é sempre dar-lhes as competências necessárias para conseguirem lidar com os problemas eles mesmos, em vez de tentar resolver as coisas por eles.

Peça-lhes que lhes diga o que para eles são amizades positivas e o que gostam nelas. Isto pode ajudar a recontextualizar as suas relações mais desafiadoras.

Se eles estiverem a sentir ciúmes do comportamento dos amigos, esta é uma boa oportunidade de abordar os limites das amizades, o que os nossos amigos esperam de nós e o que nós podemos esperar deles.

O que posso fazer se os meus filhos forem tímidos ou tiverem ansiedade social?

Em primeiro lugar, diga-lhes que não há problema em sentirem-se tímidos ou ansiosos. Procure o reforço positivo em vez da crítica, especialmente se foram eles que identificaram sentimentos de ansiedade por si próprios. Recorde-lhes que muitos adultos lutam com isso!

Depois, criem uma espécie de um jogo em conjunto para ajudar a ultrapassar isto. Pensem em objetivos específicos, como ter uma conversa com uma criança que não conhecem, não ficar chateados ou aborrecidos numa festa. Motive-os para atingir este objetivo com uma recompensa.

Pode perguntar-lhes quem são os seus melhores amigos e depois convidá-los para brincar na sua casa ou, quando os seus mais novos se sentirem confortáveis, levá-los a brincar à casa dos seus amigos.

Começar com pequenas coisas, é uma boa ideia para ajudá-los a abrirem-se a situações sociais que podem parecer assustadoras.

Se os seus filhos mostrarem sintomas de uma ansiedade grave que está a ter um impacto na sua vida, é importante procurar ajuda profissional.

Como posso ensinar o conceito de empatia, diversidade e inclusão nas relações de amizade dos meus filhos?

Já partilhámos que perguntar aos seus mais novos que tenham em conta os sentimentos dos seus amigos, principalmente depois de um conflito, pode incentivá-los a ter mais empatia.

Em relação à diversidade e inclusão, tenha em conta o contributo cultural que eles recebem. As crianças relacionam-se com as personagens dos seus programas preferidos, filmes, livros ou brinquedos. É por isso que tentamos ser o mais inclusivos possível nos nossos temas, como as novas temporadas LEGO Friends que têm personagens de diferentes origens. Isto mostra às crianças que a diversidade é uma força.

Além disto, pode incentivá-los a interagir com eventos, celebrações, festivais e até equipas de desporto com pessoas de diferentes origens.

Como sempre, as crianças aprendem ao ver os outros. Então, a melhor forma de ensiná-los a valorizarem a empatia, diversidade e inclusão é ser um bom exemplo disto mesmo.

As boas notícias são que, se estiver a fazer este tipo de perguntas, é bem provável que já esteja a desempenhar um bom papel.

Continue o bom trabalho!